domingo, 27 de abril de 2014

'Às vezes, queremos paz. Queremos um amor que conserve tranquilo o coração, beijos que silenciem bocas, e rostos que se colam frente a um mar de poucas ondas. Queremos confiança de um serenar duplo, um olhar recíproco com sorrisos sem dentes aparentes e um deitar de colo estendido. É gostoso, e necessário, querer um amor justo a dois, daqueles que se comem como sobremesa, mas nunca esquecem a importância do filé da paixão. Um dia, vamos, e devemos, querer amores notívagos – na cama e nas conversas sem sentido na varanda de casa. Amores sem redes sociais, sem bandeiras hasteadas para os olhos dos outros, sem ressentimentos do vivido e, do sonhado. Somente um amor que deseja ser sincero, alegre e contemplativo. Mas não somente, como se “somente” quisesse dizer pouco, mas somente no sentido deste ser o único propósito de vivê-lo. Quando amadurecemos e passamos pelos desertos da vida, onde temos toda liberdade do mundo, mas poucas opções, aprendemos que a calmaria transforma amores irresponsáveis e coloridos em aquarela. E assim, nos aquarelando, admitimos que não nos cabe conhecer o que virá, mas sim, desejar que, um dia, um amor tranquilo nos dê a graça de seus beijos com alma. Pois, todos merecem um amor tranquilo. Até aqueles que, por pouca coragem e vontade de sorrir, desacreditam na sua aparição alegre. Então, fique sabendo que ele vive a te buscar, mesmo quando você mente a si, ao dizer que não precisa da tranquilidade de um amor para viver de ombros leves e pés firmes.'

Nenhum comentário:

Postar um comentário