quarta-feira, 28 de novembro de 2012
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Não consigo definir o que é pior no fim de um relacionamento: tanta intimidade dividida? Planos feitos e depois desfeitos? Uma espécie de morte em vida, porque aquela pessoa que você ama não existe mais – mas continua existindo? O fim de uma parte de você, porque quem você foi com ele não vai ser com mais ninguém? Tudo isso, talvez.
domingo, 25 de novembro de 2012
— Eu te amo.
— Ama? Como você consegue chamar isso de amor? Você acha que amor é espancar, espatifar, estraçalhar o coração de outra pessoa? Responde pra mim, sinceramente. Você acha justo fazer isso comigo, ir embora sem nem dizer o porquê, sem nenhum motivo? Eu fiz de tudo por você, pra te segurar. Pra esse ‘nós’ não afundar e ir por água a baixo. Eu fui outras pessoas por você. Eu deixei coisas, pessoas, lugares por você. Eu fiz carinha de dengo quando você quis, e cara de safada quando você pediu. Eu te abracei, eu te beijei e te cuidei. Eu fiz carinho, eu dei amor, cafuné e café na cama. E porque, me diz, porque você tem que ir assim? Porque você tem que fugir de mim assim, sem nem dizer o motivo? Isso é amor? Você acha justo fazer isso com quem te fez tudo? Mudar assim de repente, parar de amar, e ir. Só ir. É justo fazer isso com quem te amou tanto, com quem fez de tudo pra você ficar e pra te fazer feliz? Eu quero saber o porquê. Só isso. Se você quiser tem a porta, a janela da cozinha, da sala. Você pode ir. Quem sou eu pra te obrigar a ficar. Fica se realmente quiser. Mas cadê a consideração comigo? Você foi, de repente, e me deixou com nossas alianças e nosso amor só pra mim. Foi sorrir e me deixou. E eu não sei qual foi o erro. Eu fiz tudo pra não deixar isso monótono, chato, sem-graça. O erro foi eu? Creio que não, e não, você não ama. Nunca amou. Esse seu amor aí, não nos sustentou, e a gente caiu. Afundou. Afogou. Acabou. Só eu amei. E assim como a gente não é suficiente pra esse ‘nós’. Amor por uma metade nunca foi suficiente. Eu nunca fui suficiente. Amar nunca foi pra nós.
sábado, 24 de novembro de 2012
"Você não me amava, apenas gostava da minha presença, quando todos te deixavam. Você não me amava, apenas gostava de ver que alguém, realmente se importava com o seu bem-estar. Apenas gostava do modo que eu te tratava, como ninguém nunca te tratou. Você não me amava, apenas me pedia para ficar, para não perder aquela pessoa, que não se importava em se entristecer, para te ver sorrir. Você não me amava, apenas se sentia importante, quando via que, um dia sem você, era muito tempo para mim. E eu? Eu te amo, desde o início. Eu te amo, mesmo que doa. Eu te amo, mesmo sentindo tudo, sozinho. Eu te amo, mesmo que hoje você diga, que nunca quis me iludir."
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Para que começar de novo se tudo que é preciso eu já possuo com você? Não há um único motivo que me faça querer tudo de novo, não vejo razão para isso. Pra que perder tempo com outra pessoa se tudo que eu quero eu já havia construído com você? Não tem porque perder mais tempo, eu nem tenho mais tempo pra ficar perdendo, essa é a verdade. Eu já fiquei tempo demais sem você. Já tá na hora de voltar pras nossas vidas e retomar de onde paramos, o tempo ta passando e não estamos aproveitando momentos, estamos atrasando os planos já trassados. Chega de perder tempo com essas vidas paralelas que estamos vivendo. Caminhamos em lados opostos, mas sabemos que lá no fim as estradas se cruzam e ai não há mais como fugir, agora me diz pra que adiar isso? Já é um fato. Depois que nossas mãos se encontraram as nossas almas se acorrentaram imediatamente, lembra? A ligação que possuímos é coisa de outro mundo, de outras vidas, certeza. a verdade é que eu não terminei de amar você, na verdade ainda falta muito.
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